quinta-feira, 13 de julho de 2017

Aula 01: "O que é religião?" (áudio)

O curso


Os arquivos de áudio abaixo fazem parte do módulo I "As grandes religiões" do curso de Religiões Comparadas, ministrado pelo professor Luiz Gonzada de Carvalho Neto. Mais informações sobre o curso aqui.

Nesta primeira aula, o professor trata do que é religião e dos conceitos básicos que fundamentam o fenômeno religioso.


AULA 01: O que é religião?

Parte 1 de 3





Parte 2 de 3






Parte 3 de 3






Nota: Este material estava disponível no próprio site do professor Luiz Gonzaga para consulta livre e gratuita, antes de o site e parte do material ter sido perdido. Se alguém souber que o professor mudou de idéia com relação à divulgação gratuita desse material, por favor, me avise, para que eu possa retirá-lo do ar.

Curso de Religiões Comparadas (áudio) - prof. Luiz Gonzaga

Curso de Religiões Comparadas


Uma das contradições da vida moderna é que todos têm opiniões firmes e decididas sobre as religiões e a religiosidade, mas ninguém conhece nada sobre nenhuma delas. A opinião das pessoas é baseada inteiramente em informações superficiais e supérfluas. Mesmo nos meios escolares e acadêmicos -- principalmente nos meios escolares e acadêmicos ---, as opiniões sobre as religiões são inteiramente baseadas em achismo, em estereótipos inventados anteontem, em desconhecimentos profundos sobre o fenômeno religioso e sobre a história real das religiões.

Para diminuir um pouco esse quadro, recomendo enfaticamente a audição do módulo I do curso de Religiões Comparadas, ministrado pelo professor Luiz Gonzaga de Carvalho Neto. Afirmo enfaticamente que este é um dos melhores cursos que já fiz na vida.

Módulo I: As grandes religiões


O primeiro módulo do curso possui 20 aulas e faz uma introdução ao conceito de religião e às grandes religiões do mundo, tratando do hinduísmo, budismo, taoísmo, confucionismo, judaísmo, cristianismo, islamismo, além das tradições indígenas.

Vou divulgar aqui no site os áudios desse primeiro módulo (aos poucos). Faço a divulgação pois este material estava disponível no próprio site do professor Luiz Gonzaga para consulta livre e gratuita, antes de o site e parte do material ter sido perdido. Se alguém souber que o professor mudou de idéia com relação à divulgação gratuita desse material, por favor, me avise, para que eu possa retirá-lo do ar.

Índice dos arquivos



Aula 01: O que é religião?
Aula 02: As religiões arianas/indianas.
Aula 03: O hinduísmo.
Aula 04: aguarde.
Aula 05: aguarde.
Aula 06: aguarde.
Aula 07: aguarde.
Aula 08: aguarde.
Aula 09: aguarde.
Aula 10: aguarde.
Aula 11: aguarde.
Aula 12: aguarde.
Aula 13: aguarde.
Aula 14: aguarde.
Aula 15: aguarde.
Aula 16: aguarde.
Aula 17: aguarde.
Aula 18: aguarde.
Aula 19: aguarde.
Aula 20: aguarde.





sábado, 1 de julho de 2017

Educação não é um direito

Ao contrário do que apregoam pedagogos, políticos e a propaganda governamental, educação não é um direito. É um privilégio.

Explico. Bilhões de pessoas já viveram na face da Terra sem ter acesso à educação, não porque algum ser ou grupo malvado roubava delas algo que lhes era uma posse pré-existente, mas porque não havia ninguém que tivesse os recursos e a capacidade de oferecer a educação a todas elas.

A oportunidade de estudar não é resultado de boa vontade, mas de esforço e trabalho — dos que ensinam e dos que pagam por ela. Os pais trabalham duro para dar aos filhos o privilégio de estudar. O cidadão comum trabalha o ano inteiro para pagar os impostos que financiam as escolas e as universidades, que muitos estudantes vêem como obra da natureza (como o nascer e o pôr-do-sol).

Um estudante de uma universidade pública nunca deveria pensar que está desfrutando de um direito natural, de uma prerrogativa concedida a ele unicamente por ser “um estudante”. Não é porque alguns intelectuais escreveram livros declarando que as pessoas deveriam ser obrigadas a pagar imposto para financiar os meus estudos que isso se torna verdade. O trabalhador comum, pagador de impostos, não tem nenhuma obrigação moral de pagar pela minha vaga na universidade.

A educação a que temos acesso nunca foi nem nunca será um “direito”, como os estudantes entendem “direito” hoje. É uma conquista. Uma concessão da sociedade, dos pagadores de impostos, para que eu possa desfrutar do que grande parte da população não pode, pois tem outras coisas mais imediatas com as quais se preocupar.

Passar no Vestibular é, inegavelmente, um mérito, que se transforma em um tipo de direito sobre a vaga existente. Mas a existência da vaga em si não é um direito, nem sequer conquista pessoal. A vaga não existe porque eu passei no Vestibular nem porque tenho o direito à existência dela, mas porque alguém se deu ao trabalho de criá-la e de pagar por ela. Um graduando, mestrando ou doutorando de uma universidade pública devia ter plena consciência de que a sociedade não deve nada a ele. Ele é que tem uma dívida para com ela.

As chamadas vagas nas universidades públicas, portanto, não devem ser vistas como “vagas”, como se estivéssemos falando meramente do acesso físico às instituições, mas como bolsas — bolsas de estudo, literalmente — concedidas pela sociedade e pelo governo para pagar pelo curso que o estudante fará.

Seria muito interessante e desejável que o estudante, ao ingressar na universidade, fosse explicitamente informado de quanto ele custa para a sociedade; e que a relação entre o universitário e o governo fosse explicitada em termos contratuais. O raciocínio seria o de que as universidade públicas, na verdade, cobram sim mensalidades de seus alunos, mas que essas mensalidades são pagas diretamente pelo governo, através de bolsas integrais, às quais os universitários concorrem e pelas quais devem prestar contra-partidas.

Em um sistema assim, fica claro que o Vestibular não é simplesmente uma prova de “acesso” à universidade, mas um sistema de classificação para a distribuição de bolsas governamentais para as universidades estaduais e federais. O efeito disso? Seria, ao menos, uma primeira tentativa de mudar uma mentalidade que desperdiça tanto dinheiro público, por achar que as universidade são sustentadas por mera ideologia ou pela mera boa vontade de um político paternalista corrupto.


Quem pagou pelo seu diploma?


P.S.: Há que se considerar também o fato de que o próprio universitário (ou sua família) também paga impostos que não usados para custear, entre outras coisas, as universidades, portanto as bolsas do governo não são inteiramente concessões. Isso faz com que a idéia de contrato sirva não apenas para a família saber quanto o estudante custa para o conceito vago de sociedade, mas quanto custa dos seus próprios impostos.


[Publicado originalmente em 01 de junho de 2010. Ressuscitado em 01 de julho de 2017]
 
Nós confiamos em Deus; quanto aos outros, que paguem à vista.